segunda-feira, 1 de junho de 2009

Diga ao povo que fico. Triste!



"Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Digam ao povo que fico".
Assim disse o nosso primeiro imperador, que não é o Adriano (jogador do Flamengo) e sim, D. Pedro I. Esse dia ficou lembrado como o Dia do Fico. Talvez naquela ocasião sim, para o Brasil tenha sido o melhor para a população. Em tempos modernos, de economias e culturas globalizadas, onde uma basicamente interfere na outra e, consequentemente, no bolso do mundo todo, é bom que todos nós cidadãos tenhamos mais curiosidade sobre o assunto. Se a possibilidade de, às vésperas de uma eleição presidencial, a campanha antecipada já não fosse além de uma vergonha, um crime cometido às barbas da justiça eleitoral, cogitar a possibilidade de se mudar a lei sobre reeleição ou mesmo "inventar" uma que possibilite um terceiro mandato a Lula, é uma falta de respeito aos cidadãos, além de algo subversivo! Assim como uma falta de coerência de quem faz essas leis serem cumpridas, neste caso específico descumpridas.
Já está na hora dos “cupanheiros” do PT pararem com o joguinho de cena, onde todas as vezes que o presidente aparece em público, ficam gritando que ele fique. Vergonha maior, é que isso é mais latente e constante no Estado do Rio de Janeiro, onde pressupõe-se que haja pessoas que seriam mais bem politizadas e não tão facilmente manipuladas. Acordem para vida!
Democracia inclui a alternativa no poder e não a manipulação de leis.
Seria esse o tal preço que se paga por eleger ignorantes e pseudos salvadores da pátria?
Grupos que dividem o poder e o governo, além da justiça e do estado democrático de direito em quinhões, se apossam do poder e não mais o querem deixar, sem contar as mamatas proporcionadas pela falta de cobrança e fiscalização, falhas graves de nós cidadãos que só exercemos nossa cidadania no dia das eleições.
Esse negócio de “Fica, fica!” é coisa de quem não é mais trabalhador e quer manter a boquinha, mamando nas tetas do poder, salvo raras exceções, que provavelmente são manipuladas com esse verdadeiro tsunami de informações questionáveis sobre os números do atual governo, ou mesmo “compradas” com programas sociais.
Por falar em informações questionáveis, está ficando complicado saber quais são os números reais do PAC, so do ano passado e os do mandato passado, parece que tudo agora faz parte desse tal PAC da Dilma, ou digo do Lula.
Tem de tudo, desde a contabilização de dinheiro de obras do setor privado até obras que ainda nem foram aprovadas, ou seja, nem saíram do papel, e que provavelmente não sairão se pegarmos como amostragem os projetos que já foram analisados e devolvidos. “Lembram do governo da Rosinha?” onde até pintura de guia de rua foi contada como obra? Parece que alí se abriram precedentes gravíssimos para se descrever o que seja obra, projeto, conservação, reparo, etc. Se dermos uma pequena olhada vai ser fácil notar nos números do próprio governo que, oficialmente, não se conseguiu cumprir 8% do prometido, ou veiculado, porém vem sendo contado como algo já entregue ou que esteja em andamento. Será que em pouco mais de um ano será possível executar 92% do que falta?
Seja com terceiro mandato, ou com a campanha antecipada de Dilma, ambas as atitudes são questionáveis e ilegais diante das leis que regem a política nesse país, cabe a nós, eleitores, cidadãos e fiscais da democracia e do poder continuar ou não com essa prática política populista e perigosa que estamos atravessando, onde nem tudo que reluz é cartão do bolsa família ou esmola de qualquer outro programa social. O que parece a salvação de hoje, pode representar o pagamento em parcelas antecipadas da compra do nosso país, mas isso com o nosso próprio dinheiro, algo como um plano Collor melhorado e bem aplicado.
E viva a democracia, ao menos até quando ela conseguir sobreviver aqui na terra braziles.

Nenhum comentário:

Postar um comentário