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quarta-feira, 22 de julho de 2009

A masculinidade feminina.

Nos últimos 35 anos de vida tenho sido um observador e quase um estudioso do assunto comportamento das mulheres. Sempre observei mulheres de todas as idades, criações, gerações, movimentos e noto que, independente de qualquer dessas vertentes, filosóficas, políticas ou culturais, elas buscam as mesmas coisas ou coisas semelhantes...
Não importa qual a origem, essas vertentes acabam todas levando para o mesmo rio e, consequentemente, para o mesmo mar. Neste caso, eu destacaria principalmente a busca pelo amor, pela felicidade e filhos dentre outros objetivos naturais do ser mulher que possui instintos naturais e esses mais cedo ou mais tarde acabam fazendo sucumbir qualquer dogma.
Durante essa caminhada, observando em casa e na rua vejo que a mulher, talvez como proteção dos novos tempos, onde ela é pressionada a competir de igual para igual com o homem, se masculiniza a cada dia mais, pois por mais feminista que ela seja, trata diferente e transmite valores morais diferentes para suas filhas mulheres que são criadas de forma comedida, recatada e casta e seus filhos homens que são criados de forma liberal e vanguardista ou literalmente machista. Embora isso seja algo cultural da nossa sociedade que é machista, desde que o mundo é mundo, ou mesmo por princípios sejam eles de que natureza forem, cada pessoa altera aos poucos essa cultura ao seu redor e é neste ponto que noto a masculinização da mulher moderna. Talvez masculinização seja um termo demasiado forte, mas o que quero dizer na verdade é que há uma mudança de atitude, de comportamento, no chamado "sexo frágil"... Que de frágil não tem nada! Mas que em dado momento da história começou a perder também a magia e o mistério que levavam os homens a loucura.
Se você fizer um teste e parar para conversar com uma mulher, vai constatar que ela vai reclamar que os homens não querem compromisso, que se sentem sozinhas, que gostariam muito de ter alguém junto a elas e por mais forte que sejam, e são! “Nunca duvide disso, pois nunca conheci um homem que seja mais homem do que uma mulher”, ainda assim elas buscam um colo para se recostar nos momentos de tristeza, de insegurança de transição seja de suas vidas, seja do seu ciclo biologico e é claro de solidão.
A contradição disso tudo é que, ao sair para a rua, o comportamento das mulheres muda. É claro que não estou generalizando, mas sim fazendo a constatação de uma tendência cada vez mais crescente, onde normalmente existe uma discrepância muito grande entre o que sonham, o que desejam e o que buscam para suas vidas, diante da atitude que costumam ter principalmente quando estão na companhia de outras mulheres ou em ambientes onde há o consumo demasiado de álcool, drogas e uma grande movimentação de pessoas . Talvez por aquele sentido atávico de rivalidade, escondido, mas sempre aflorando por mais que desejem ou tentem dissimulá-lo.
Normalmente não se consegue chegar perto, manter um assunto despretensioso qualquer para que ela possa avaliar se o homem é ou não o que ela busca, na realidade para esses ela normalmente não dá a mínima chance, pois aparece procurar alguém que carregue uma plaqueta com o seu número ou que tenha seu nome gravado em uma tatuagem no bíceps sarado.
O fato é que se tornam extremamente indisponíveis, o que muito dificulta o homem a exercer o seu papel e, de se mostrar de fato como ele é e, com isso empurrando o mesmo para viver em um estereótipo de machão, do tipo que chega em todas as mulheres, beija algumas e volta para casa se perguntando se vale a pena mostrar-se como o homem que realmente é ou um estereótipo.
Antigamente, era mais gostoso e romântico passar a noite toda olhando para uma só pessoa e além da troca de olhares e uma troca de sorrisos, uma aproximação cautelosa, uma conversa naturalmente agradável onde, independente do resultado do flerte, ambos saiam com a sensação de ter conhecido alguém de verdade e não mais uma máscara, um ator ou uma atriz.
Às vezes, sentado a mesa de algum bar, dançando em alguma balada ou até mesmo andando na rua ao perceber uma mulher interessante, que realmente chame a atenção, me dá medo de tomar alguma iniciativa, pois nunca sei o estereótipo do qual ela mais gosta.
Quantas saudades da época da guerra dos sexos, onde por mais que as animosidades entre os lados pudessem estar exaltadas, sempre haviam momentos de tréguas, onde a confraternização e posterior união, faziam com que a guerra não tivesse vencedores e também não tivesse fim. Ao contrário de hoje, que parece que a guerra perdura, mas quem vence é a solidão de ambos os lados.
Com isso quero reiterar que estou falando de uma maneira geral, pois a citada solidão nem sempre é "a solidão" propriamente dita, pois pode-se estar no meio de 100 pessoas e sentir-se solitário e, às vezes, ao estar sozinho não se tem essa sensação.
Talvez seja um escudo para se defender dos seus próprios medos, incertezas, dúvidas ou talvez uma maneira de se auto afirmar, sentir-se desejada, mesmo que dessa pobre forma, para mostrar o seu "potencial", se assim podemos chamá-lo, aos outros e demonstrar que ela é a "caçadora" hoje e não mais a "caça".

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