segunda-feira, 12 de julho de 2010

Os filhos do poder.

Vejo o tempo todo os jornalistas da Globo falarem de noticias tristes, mas que fazem parte da profissão.

Vejo também eles reclamando sempre que a justiça intervém e proíbe alguma veiculação de algo que seja de interesse da emissora e a mesma justifica como sendo de interesse popular.

Vejo sempre Bial, Bonner, Bernardes, Barcellos entre outras feras e figuras da telinha e da redação não medirem esforços para criticarem outras emissoras quando essas por algum motivo tentam de forma inútil esconder algum acontecimento que caracteriza um demérito para a integridade e a imagem da mesma ou ainda para algum de seus membros ou afiliados. Isso de forma inútil, pois neste meio a Globo é um tubarão branco, implacável contra seus inimigos levantando a bandeira da imparcialidade, da impessoalidade e demais preceitos da ética empregados no jornalismo.

Conversa fiada!

Pura hipocrisia.

Desafio qualquer um dos citados ou mesmo qualquer diretor, chefe de núcleo a provar ao contrario diante de alguns fatos.

São eles:

Não acho errado cobrir as próprias feridas, mas se as têm melhor e mais sensato é não meter o dedo na ferida dos outros. O Globo tem um histórico muito estreito de cumplicidade com o poder, onde muitas das vezes não é possível saber se houve ou não uma negligencia jornalística proposital em prol de alguns poderosos ou se foi boato da “oposição”.

Gostaria de ver a Globo noticiar o caso que aconteceu no sul, na cidade de Florianópolis (SC) onde dois menores, mas não crianças estupraram uma menina de 13 anos. Ela disse que foi violentada na noite de 14 de maio, após ser dopada por três jovens sendo um deles seu ex-namorado, a menina foi estuprada por um monstrinho da família Sirotsky ( no sul agora chamada de família Estuprotsky), na companhia do filho de um delegado. A menina ficou a mercê dos monstrinhos das 19h às 21h. Segundo seu relato quando acordou um deles ainda estava em cima dela .

Para quem não sabe quem é a família Sirotsky é a proprietária do grupo de comunicação RBS, que é composto, entre outras empresas, por uma emissora de tv filiada à Rede Globo e repetidoras do sinal e pelos jornais Zero Hora e Diário Catarinense.

E agora Rede Globo?

Por que assim como no caso Nardoni, do boleiro Bruno, da Escola Base entre outros a emissora não dá amplo destaque em horário nobre e de forma enérgica ao caso e pede justiça, assim como nos demais invocando os rigores da lei para os acusados de tal barbárie cometida a uma criança?

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