quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Manifestação causa 10 km de congestionamento na Dutra

Moradores protestam contra volta da cobrança de pedágio para carros emplacados em Resende


Cerca de mil pessoas realizaram na tarde desta terça, dia 2, uma manifestação contra a volta da cobrança de Pedágio na Praça de Itatiaia, na Rodovia Presidente Dutra, para carros emplacados em Resende. Os manifestantes caminharam pelo acostamento da Rodovia e pela pista da direita, entre o KM 324 e o KM 320,5, entre às 14h15 e 17h, no sentido Rio de Janeiro, o que fez com o que o trânsito ficasse lento. No KM 320,5, os manifestantes pararam por 10 minutos a Rodovia. Não houve tumulto, mas a manifestação causou cerca de 10 quilômetros de congestionamento na Rodovia. A Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Militar acompanharam a manifestação no sentido de garantir a ordem e a segurança de todos.

A Praça de Pedágio separa o Distrito de Engenheiro Passos da sede do município de Resende. Desde 2008, com uma breve interrupção em 2009, os motoristas com carros emplacados em Resende estavam isentos da cobrança, graças a uma liminar obtida pela Federação das Associações de Moradores e Amigos de Resende (Famar). No mês passado, a CCR Nova Dutra, concessionária que administra a Rodovia, conseguiu uma decisão judicial para voltar a cobrar o pedágio até o julgamento final do mérito pelo Superior Tribunal de Justiça.

O coordenador Jurídico da Famar, Marcelo Macedo Dias, informou que a federação vai recorrer.


"Estamos elaborando um recurso especial para garantir que a isenção volte o mais rápido possível. Queremos com esta manifestação, que foi totalmente pacífica, chamar atenção para o problema que afeta o município de Resende, especialmente os moradores do distrito de Engenheiro Passos. Acho que conseguimos este objetivo”, frisou Marcelo Macedo Dias.


Diversas autoridades participaram da manifestaçã
o, entre elas o deputado estadual Noel de Carvalho (PMDB). Morador de Engenheiro Passos, desde que nasceu há 67 anos, diz que a cobrança de pedágio fere o princípio de ir e vir do povo de Resende, e prejudica em especial os moradores de Engenheiro Passos, que dependem de ir a sede do município para trabalhar, fazer compras, ir ao médico.

“Um morador daqui de Engenheiro Passos me relatou que talvez tenha que deixar o trabalho. O horário em que ele trabalha, de 16h à meia noite, não há ônibus para voltar. Indo de carro, ele gasta quase R$ 20 de pedágio e R$ 10 de combustível. No final do mês, contando apenas os dias úteis dá R$ 600, o que consome quase todo o seu salário”, frisou.


Fonte : Jornalista Yuri Campos

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