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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Felipão fala sobre demissão de Adilson

"As pessoas passaram a valorizar o clamor disso ou aquilo e não olham o que está sendo realizado no trabalho do dia-a-dia. Não é de um dia do outro que você acerta um time. Os resultados estão influenciando demais em só dois ou três jogos, ainda mais para os técnicos"

Olhando pelo lado que o Felipão está vendo, de certo que já vivemos épocas diferentes e talvez mais coerentes nessa relação entre treinadores e clubes.

Já tivemos épocas, em que quem decidia quem ficava, ou não como técnico de um time era a diretoria juntamente com a presidência de um clube, depois passamos para o período onde os comentaristas esportivos pareciam mais poderosos do que o João Havelange.

Eles criticavam um treinador numa transmissão em um dia e, no outro eles estavam desempregados. Durante muito tempo os jornais, os cronistas esportivos, comentaristas, lobistas, marqueteiros, empresários, e presidentes que se julgavam donos dos clubes de futebol que dirigiam, colocavam e retiravam os técnicos a bel prazer, tudo isso para esconder a incompetência dos clubes brasileiros em fazer um projeto levando em consideração, em primeiro lugar uma comissão técnica e, depois montar baseando-se na capacidade dessa comissão um elenco para disputar as competições para os próximos anos, como deveria ser, e como é nos países onde o futebol é um negócio rentável.

Porém, sempre que algo dá errado, não é o presidente ou o vice quem perde o emprego. Não é o goleiro fangueiro, ou o volante marreteiro, o zagueiro perna de pau ou o atacante pipoqueiro, e sim o técnico e sua comissão, que muitas das vezes nada tem haver com o grupo que está no clube e muito menos com os resultados obtidos até ali que pagam com a vergonha pública e com a demissão, como se fossem os únicos culpados pelo fracasso dos elencos.

Mas desde que o futebol virou o esporte do país, a coisa funciona assim, e o que preocupa agora, é que as pessoas que não entendem absolutamente nada de futebol, que se intitulam como torcedores fanáticos, de carteirinha, ou mais conhecidos como torcidas organizadas, começam a exercer pressão e poder sobre a administração dos clubes, interferindo diretamente nas decisões dos presidentes, técnicos e de toda a estrutura de um clube.

Sendo assim, não demora essas mesmas pessoas estarem também interferindo nas entidades regulamentadoras e até mesmo na CBF. Já está na hora do país do futebol se profissionalizar no esporte, e isso inclui colocar o torcedor no seu lugar, que é na arquibancada, bem como os demais que participam dessa cadeia, dessa grande engrenagem que é o negócio futebol, cabendo a todos contribuir apenas com o seu próprio papel de engrandecer a beleza do espetáculo e não dando rumos políticos ou mesmo administrativos as entidades e clubes, isso antes que o esporte perca a credibilidade diante de quem lhe dá dinheiro.

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