sábado, 26 de março de 2011

Candidato bucha de canhão.

Se você foi convidado por algum “grande político”, algum líder de partido que você nunca viu na vida, para ser candidato ao cargo de vereador e só por acaso você é uma pessoa muito querida, conhecida, atuante socialmente ou um empresário que nos últimos anos teve destaque e sucesso, constituiu um patrimônio de razoável a ótimo. Muito cuidado! Você pode ser a próxima vítima você pode ser a próxima BUCHA DE CANHÃO.

Com os advindos das prévias dos partidos e coligações para as eleições de 2012, os grandes líderes partidários e de grandes conglomerados de partidos políticos, começam a angariar pessoas com certa visibilidade na sociedade, ou com situação econômica condizente com a necessidade do projeto de campanha, que já está traçado pela maioria dos candidatos, ou perante a justiça, pré-candidatos ao executivo e seus fiéis escudeiros, candidatos ao legislativo.

Mas isso, nada tem haver com acreditar no potencial dessas pessoas, ou de ouvir e acreditar em suas ideias, ideais e projetos, o único intuito é geográfico, algo como um jogo estratégico, onde cada frente tem que conquistar um território de relevante destaque que possa se traduzir em popularidade e posteriormente em votos para a majoritária da companha.

Essas pessoas são usadas como eram chamados os soldados que eram enviados para a guerra para morrerem, apenas para fazer o inimigo gastar munição ou para servirem de distração, são os famosos candidatos “bucha de canhão”.

Servem como ponto de apoio, para a comitiva, ponto de partida de caminhadas, geradores de notícias e acima de tudo, quando arrumam votos para si, acabam arrumando para os demais, aqueles que de fato entraram na briga para ganharem ou mesmo tentarem com alguma chance, ao contrário dos tais “bucha de canhão” que vão gastar cerca de 10 a 30 mil reais e não vão chegar a 500 votos.

Muitos já viram esse filme, outros já viveram esse pesadelo de entrar na disputa com a promessa de não ter gastos, de servirem ao partido, com a facilidade de uma eleição, os possíveis ganhos e na pior das hipóteses, um cargo comissionado na administração municipal, que é vendida, ou digo, dada como certa pelos futuros candidatos, e dada à vaidade e a ingenuidade das pessoas e também uma grande ignorância sobre o assunto, elas acabam caindo na conversa dos candidatos a prefeito e seus assessores e quando acordam do sonho é que se dão conta de que caíram em um grande pesadelo.

Ninguém avisa para essas pessoas, que existe uma possibilidade de derrota, pessoal, do candidato da majoritária , e principalmente da coligação como um todo, e assim se quer terem os prometidos cargos de confiança, pois a fórmula que é passada para elas nas reuniões de partido que mais parece lavagem cerebral, não explica como lidar com o pós derrota, ninguém as avisa que ficarão marcadas, estigmatizadas por seus vizinhos, conhecidos perdem muitos clientes diante da indisponibilidade que gera uma eleição e a tomada de lado ou de partido diante de uma sociedade que polariza tudo, como a nossa, dada a grande exposição gerando desconfiança daqueles que antes confiavam na discrição, retidão entre outras virtudes que durante uma eleição parecem sumir do dia para noite, na boca de opositores e principalmente pelos desconhecidos, aqueles que poderiam ser eleitores no caso de uma campanha séria, com planejamento, administração e muito apoio e cliente quando se trata de “buchas de canhão” empresários. Tudo poderia ser diferente ser a iniciativa politica partisse de berços não de políticos, pessoas formadoras de opinião, amigos, grupos organizados e associações de moradores sérias, e da própria da sociedade que busca pessoas sérias.

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