domingo, 20 de março de 2011

Congestionamento da ultima terça-feira causou muitos transtornos em Resende.

Justamente na semana em que muito comentava-se sobre a finalização ou nos arremates dos projetos urbanístico e de engenharia de tráfego que estão sendo desenvolvidos em Resende, projetos que parecem se fundirem um ao outro, a cidade simplesmente parou.

Nessa terça-feira 15-03-2011 diante de um congestionamento de proporções incomodas politica e financeiramente, afinal uma cidade que passa duas horas de seus dias uteis enrolada no seu próprio trânsito só dá lucro para os donos de postos de gasolina. O acesso principal, o acesso leste, e todas as opções cujo itinerário passasse pelo centro da cidade, estavam parados. Em contato com a guarda municipal na manhã da quarta-feira e também com a prefeitura, um motivo não foi apontado, que não as chuvas e um volume inesperado de veículos.

O tamanho do congestionamento não foi divulgado, ou não pode ser medido, fato é que todas as ruas do Campos Elíseos estavam lotadas. Funcionários da AMAN relataram que não puderam passar pelo túnel sob a Dutra, assim como os demais funcionários que vinham sentido SP-RIO, pois o mesmo, novamente, mais uma vez, estava cheio de água das chuvas, portanto interditado, causando um gigantesco e perigoso estrangulamento na principal via de acesso a Resende, que atingiu o seu ápice por volta das 19:00, o que levou o trânsito ao saturamento máximo. Podemos chamar de “apagão urbano” da cidade de Resende. Onde segundo relatos de alguns trabalhadores de empresas que margeiam a Rodovia Presidente Dutra, a situação ficou perigosa, devido ao elevado risco de acidentes para muitas pessoas, que por ali transitavam, vindas do trabalho trafegando lentamente e de forma a colocar todos os usuários da rodovia em risco, pois os carros que deveriam entrar de forma natural na cidade, e liberarem as pistas, acabavam por formar uma grande fila e ficavam praticamente parados ainda dentro da faixa de rolagem da rodovia, isso devido a retenção de dentro da cidade.

O que mais assusta em tudo isso é que parece que as autoridades de Resende não tem uma solução definitiva em vista e nem mesmo uma de emergência, para casos como esse, ou casos como o outro citado cerca de duas semanas. A cidade não apresenta para a população, um plano de emergência ou algo como uma solução que evite colocar a vida de muitas pessoas em risco em períodos difíceis.

E sabe o que assusta mais ainda? É que quando se pronunciam, tratam o assunto como um caso isolado. O que mais chateia em tudo isso é que sempre que se tenta obter uma resposta das pessoas responsáveis pelo trânsito da cidade, tenho a impressão de estar ofendendo alguém de morte, ou xingando a mãe de alguém, dadas as reações truculentas, as respostas deselegantes, sem o mínimo senso de respeito pelo serviço público que desenvolvem e educação pelo cidadão que tão somente quer saber o que lhe é de direito, ou seja, a verdade sobre a realidade da cidade, o andamento dos serviços e prazos para a solução desses problemas.

Em toda essa desordem, tenho que destacar o trabalho fantástico e sobre-humano da Guarda Municipal de Resende, que diante do caos conseguiu manter o que pode de ordem. Isso fez com que o colapso não fosse por completo e o problema ainda maior.

É claro que a solução do trânsito não vai aparecer do dia para a noite, é sabido que o início das soluções passa pela questão de cultura, passa também por uma reestruturação dos nossos meios de transporte público, para que fiquem mais eficientes e adequados para nossa realidade, passa também por projetos e posteriormente obras bem pensadas e melhor ainda executadas, conjugadas com a continuidade desses projetos após a troca de prefeito, o que nunca existiu em Resende, pois a briga de egos é maior que o desejo de ter uma cidade bonita, segura e funcional para todos, prova disso é o calçadão da Beira Rio que dos dois lados no centro da cidade ligam algum lugar a lugar nenhum. As obras não poderiam se completarem e até mesmo chegarem a praça da matriz criando assim um circuito turístico bonito, além de uma revitalização do parque Zumbi dos Palmares deixando a cidade bonita, organizada e aí faltaria apenas a limpeza e acessível?

O discurso dos técnicos, é de que mais uma ponte sobre o Rio não é uma solução, viável, econômica ou mesmo funcional, devido ao restante da estrutura da cidade. Mas se sabem onde está o problema e até mesmo, ao que parece como resolver, por que não o fazem? Precisaremos implorar? Será que esses profissionais ou Semideuses, pois Deuses são os médicos, são tão sórdidos assim, que sentem prazer em ver o povo de Resende sofrer?

Já estamos cansados de ver as tragédias na TV e logo em seguida vê-las inseridas em nosso dia-a-dia. Seria pedir muito um projeto, como em qualquer condomínio ou empresa? Com soluções, prazos, ondem na execução e principalmente, respeito a quem paga a conta, É pedir muito?

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