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segunda-feira, 14 de março de 2011

e-modernidade, ou apenas mais uma jogada de marketing?

Estava relembrando as coisas que me impressionaram ou chamaram a atenção, quer seja pela inovação ou pela proposta e uma delas foi a iConta do banco Itaú, que promete na propaganda da TV “como tenho astigmatismo não leio as letrinhas pequenas das propaganda de TV) uma conta totalmente grátis, eletrônica, feita sob medida para o público que mais cresce e mais gasta dinheiro no país. O e-commerce é uma tendência crescente que necessita de regras, cartões, entidades, investidores, financiadores e tudo mais que existe no mundo real, só que com o diferencial de um consumo menor de recursos e portanto com um custo e forma de cobrança diferenciada, claro além de tudo a comodidade e a praticidade desburocratizada.

Quando vi a propaganda confesso que me empolguei e agradeci aos Deuses da computação, por uma entidade financeira ter visto um nicho de mercado que tem uma enorme carência e muito amadorismo por parte dos empresários do brasileiros.

Minha empolgação durou muito pouco, fui ao site do banco e comecei a criar a minha conta eletrônica. Logo de cara me colocaram para responder um questionário para saber se sou ou não apto para ter uma conta eletrônica, não seria eu o lado a decidir isso? Dependendo da resposta o site te direciona para abrir uma conta corrente tradicional. Achei isso desagradável e acabou por tirar logo de cara o brilho do produto, mas não me deixei abater e persisti, afinal queria ter minha conta ainda naquela noite de domingo, afinal o mundo virtual não tem expediente.

Após eu responder tudo de forma direcionada ou de outra forma eu não estaria apto a proceder à abertura da conta, fui redirecionado para o site do banco.

Pensei comigo, “embora cheio de frescura parece funcionar.”

De cara veio a pergunta cretina, pois se quero abrir um conta eletrônica como pode o site me direcionar para uma página onde a primeira pergunta é: Que tipo de conta eu quero criar?

Duas opções são abertas, conta corrente e iConta, mas se é uma conta 100% eletrônica não entendo o motivo do aviso que o que eu estaria fazendo dali em diante seria um pré-cadastro e não a conta em si. Oras então já não é mais 100% eletrônica, bau bau, mundo moderno.

Então solicitei o botão que indicava a iConta. No próximo passo fica explicito de que se trata de um pré-cadastro.

O aviso que aparece é que a pessoa não pode ter mais nenhuma conta na entidade financeira, ou seja, algo bem contraditório, feito para quem não é do banco. Se partirmos da ideia de que toda empresa direciona seus melhores produtos para seus melhores clientes, a conclusão não é boa, sendo apenas um recurso para a captação de clientes com certeza será um enorme tiro no pé, pois torna-se algo sem propósito se não cumpre com seu e-objetivo e-social.

Então dei prosseguimento ao processo e após preencher um formulário com dados pessoais escolher a agencia mais próxima da minha casa, abriu um segundo formulário, esse duas vezes maior que o primeiro. E após todo o processo onde achei que já teria uma conta que poderia utilizar nos meus sites para receber pagamentos, nos e-mails para receber pagamentos com cartão de crédito por serviços prestados, mas que nada, apenas um aviso que em 2 dias eles entrariam em contato para que eu fosse até a agência.

Até agora não sei exatamente para que vou utilizar essa conta, se vou pagar alguma coisa, se os serviços são viáveis, enfim parece que a desinformação do cliente, deixa-lo no escuro ainda continua sendo a melhor arma das entidades de grande porte do Brasil para angariar clientes desavisados.

Agora é esperar e ver como isso vai terminar.

Vou atualizar a matéria de acordo com que as coisas forem acontecendo, para ver se já que muito embora de 100% eletrônica a conta não tenha nada, o restante da impressão que passa a propaganda se confirma.

Será que esse serviço vai ser de fato de graça e até quando, ou até onde?

Vamos esclarecer isso nos próximos dias.

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