terça-feira, 8 de março de 2011

Programa Segundo Tempo do Governo Federal é alvo de denúncias de corrupção e irregularidades.

O Ministério do Esporte comandado por Orlando Silva PC do B, enfrenta denúncias de irregularidades e de corrupção na gestão do programa Segundo Tempo, que está sob a responsabilidade do seu ministério, em todo país. O jornal Estado de São Paulo fez a denúncia e a emissora ESPN deu repercussão a notícia. Após as denúncias o Tribunal de Contas da União (TCU), vai fazer o monitoramento do Programa, cujo objetivo é aumentar o acesso de crianças carentes a prática do esporte.

A emissora ESPN, dando repercussão a várias denúncias veiculadas pelo jornal O Estadão, sobre a utilização do Programa Segundo Tempo do governo federal, por pessoas ligadas ao partido do ministro dos esportes, Orlando Silva (PC do B), que estariam cobrando das prefeituras para liberarem a verba junto ao ministério e para implantarem o programa nos municípios, isso por meio de ONGs ligadas ao partido PC do B, afirmam as denúncias.

Essas ONGs estariam cobrando taxas de cerca 20% do valor das verbas, para fazerem a liberação junto ao ministério e implantarem nas prefeituras, além de cobrarem uma taxa mensal por cada aluno atendido pelo programa.

Na matéria do Estadão, a ex-jogadora de basquete, Karina Rodrigues, vereadora da cidade de Jaguariúna (SP), filiada ao PC do B, mantém um contrato de 13 milhões com o Ministério do Esporte, por intermédio de sua ONG Bola Pra Frente, que cobra uma taxa mensal de R$ 15,00 por aluno das prefeituras que a ONG, presta assessoria. Em entrevista, Karina admitiu que o prefeito que não paga não leva o programa do governo federal.

“O programa do ministério foi criado para oferecer a crianças e jovens carentes a prática esportiva após o turno escolar e também nas férias. O esquema da Bola Pra Frente é cobrar uma espécie de “taxa de sucesso” conforme cada criança cadastrada.”

A mesma reportagem visitou o programa em São Paulo, Piauí, Santa Catarina, Brasília e Goiás e flagrou entidades de fachada recebendo recursos do projeto, núcleos esportivos fantasmas, outros abandonados ou em condições precárias com crianças expostas ao mato alto e todo tipo de detritos.

Em algumas unidades faltam uniforme e calçados para as crianças, os salários de funcionários estão atrasados e a merenda, vencida.

A conclusão de todas as matérias é uma só: O Programa do governo federal estaria sendo usado pelo ministro, que tem conhecimento das denuncias, e pelo partido PC do B para engordar seu caixa, vizando as próximas eleições.

Em Porto Alegre o ministro afirmou ter montado uma comissão para avaliar a cada uma das denúncias. O ministro disse ainda que a reportagem do Estadão distorceu certos fatos. Referindo-se aos municípios que não conseguiram iniciar as atividades por falta de autorização do ministério.

Se pegarmos todas as prefeituras em todo o país, que tem o programa implantado, ou em estágio de implantação, somarmos os valores cobrados, além de investigar as localidades onde o programa foi implantado apenas no papel, mas a verba foi gasta, com certeza teríamos um novo mensalão, só que dessa vez, segundo alguns representantes do partido PC do B, que deram entrevista a ESPN, “- tudo legalizado, e se existe alguma ilegalidade, não ficou provado ou comprovado”. Mesmo os próprios membros do partido tendo admitido a cobrança em entrevista.

Agora só nos resta é esperar o TCU e a o próprio ministério, levantarem as prefeituras que tem o programa implantado, ou estão em processo de implantação e verificar se existem irregularidades.

Um comentário:

  1. E olha o tamanho da minha surpresa, ao descobrir que em Resende o Programa do Governo Federal foi implantado em 2009, e é um dos programas mais importantes da Prefeitura, segundo informações colhidas na imprensa local.

    Diante das denuncias, é claro que vale buscar saber se existe algum membro do PC do B dentro da administração pública municipal, e principalmente se esse membro está ligado a pasta de esportes e ao programa Segundo Tempo.

    Creio que antes mesmo de qualquer investigação, ou mesmo de suposições por parte da população, da mídia, da oposição, se é que existe alguma, a Prefeitura deveria vir a público e colocar todas as informações sobre esse programa a disposição da população e caso haja algum intermediário ou pedágio, que seja tomada as providências, assim como em várias prefeituras do interior de SP fizeram.

    Se a coisa foi feita nos conformes ótimo! Um motivo a menos para escrevermos.

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