quarta-feira, 30 de março de 2011

Representação contra Bolsonaro por quebra de decoro.

Após a participação do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) em um dos quadros do programa “CQC”, o pitoresco deputado conseguiu o que sempre quis, seus 15min de fama e a atenção nacional. Além de afirmações hipócritas sobre a era do governo militar o politico destilou toda a demagogia possível e assim como uma metralhadora giratória, atirou por todos os lados.


Famoso pelas frases inoportunas e infelizes, como por exemplo, uma que falou em campanha na cidade de Resende-RJ, panfletando perto do túnel de entrada da Academia Militar das Agulhas Negras “Não preciso do voto de vocês (referindo-se a civis), consigo me eleger apenas com o voto dos militares.” O Deputado exagerou na acidez e foi longe demais, diante das câmeras e dos microfones dos intrépidos e engraçados comediantes do CQC.

Além de atacar de forma deselegante os gays, atacou Dilma, Lula, FHC, e tudo mais o que foi colocado em sua mira, principalmente a filha de Gilberto Gil, seu desafeto declarado, Preta Gil. A postura do deputado, levanta a questão de que se o mesmo goza de plenas faculdades mentais para se manter no cargo que hoje ocupa.

A consequência de sua suposta coragem foi:

Representações – O deputado Edson Santos (PT-RJ), ex-ministro da Igualdade Racial, entregou ao presidente da Câmara, Marco Maia, uma representação para que a Corregedoria avalie se o comportamento de Bolsonaro pode ser considerado quebra de decoro parlamentar. “Ele vem tomando atitudes preconceituosas contra homossexuais há muito tempo, e esse comportamento não pode ser relevado”, argumentou.

A presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), fará ofícios à Procuradoria-Geral da República e ao Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana para que Bolsonaro seja investigado por racismo.

Também o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), coordenador da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais), disse que tomará providências contra Bolsonaro. “É por isso que precisamos aprovar o projeto que criminaliza a homofobia, porque foi o deputado se referir aos negros e todos viram o absurdo de suas ideias, mas os homossexuais são ofendidos todos os dias”, afirmou. O projeto (PL 5003/01) foi aprovado pela Câmara e aguarda análise do Senado.

A OAB também se manifestou, criticando veementemente, a postura e as declarações do deputado.

Bolsonaro se defendeu dizendo que não é homofóbico, mas acredita que “o Estado não pode apoiar esse tipo de comportamento que atenta contra a família e o lar dos brasileiros”.

Algumas pessoas acham que ele está na profissão errada, de tão ridícula que é suas opiniões julgam que ele deveria ser comediante, pois ninguém pode pensar verdadeiramente tudo aquilo que ele falou.

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