Escute a Bitradio e ganhe dinheiro.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Ética bandida.

Um dos criminosos suspeitos de ter matado o estudante Felipe Ramos de Paiva, 24 anos, entregou-se à polícia na tarde desta quinta-feira (9) em São Paulo.

Segundo o delegado Mauricio Guimarães Soares, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Irlan Graciano Santiago, 22 anos, assumiu que, ao lado de um comparsa ainda não-identificado, tentou roubar o carro do aluno da Universidade de São Paulo (USP) no dia 18 de maio.

Em seu interrogatório, o bandido disse que a vítima reagiu no momento da abordagem e que, por isso, seu colega acabou efetuando um disparo "a esmo", nas palavras do delegado. Irlan foi indiciado por latrocínio (roubo seguido de morte), crime cuja pena varia de 20 a 30 anos de prisão.

Como se apresentou por vontade própria, não tem passagem pela polícia e possui residência fixa, o suspeito já está solto. O delegado assumiu que há "um risco" de criminoso fugir, mas acredita que "seria pior para ele".

Aconselhado por seu advogado, o senhor Jeferson Baddan que alegou, que seu cliente estava utilizando a ética existente entre os bandidos de não entregar os comparsas, o suspeito e agora réu confesso pelo menos de cumplicidade em crime de homicídio disse que ajudaria a policia em troca da delação premiada, porém ele em nome da ética não poderia entregar o verdadeiro assassino.

Coisa de louco, não?

Só não entendo, onde nesse imbróglio todo, ficam a ética do advogado por alegar uma coisa dessas, da OAB, por não puni-lo e da sociedade como um todo que vê passiva duas aberrações coexistindo a margem da lei, utilizando-se da inoperância e talvez da inabilidade daqueles que promovem a justiça para buscar a impunidade.

Muito embora a OAB tenha repudiado publicamente o posicionamento do advogado não fez nada, e é sabido que ao se quebrar a ética em uma profissão o infrator está sujeito a perder o seu registro, neste caso sua OAB, só não entendo como ainda ele já não foi preventivamente suspenso e algo não esteja sendo feito para que exemplos como esse não se perpetue.

Até onde vai a nossa falta de ética, por permitir isso?

Nenhum comentário:

Postar um comentário