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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Novo código florestal brasileiro.


O país das impunidades, agora virou uma fábrica de leis que legalizam os crimes. 



Após colocar a perder o trabalho de milhares de militantes da natureza, de entidades de pesquisa, de cientistas e políticos para a criação de um texto para um código Florestal que privilegie a natureza, o meio ambiente e quem cumpre as leis, o deputado federal do PC do B Aldo Rebelo tenta defender uma lei que ele pessoalmente tornou, injusta, inconstitucional e inoperante, além de permissiva para os capitais especulativos , madeireiros, pecuaristas, invasores, ladrões de palmito, traficantes de animais etc.

Em seu site Aldo Rebelo tenta defender as mudanças propostas por ele com um linguajar demagogo e apelativo, que visa enganar a opinião publica que de forma passiva aceita sem qualquer resistência o desmatamento já imposto às áreas de florestas, matas, beira de rios, lagoas, nascentes, e todo tipo de área protegida pelo antigo, mas diante do novo, eficaz Código Florestal de 1934, que embora tenha punições brandas, tem suas diretrizes embasadas pela antiga bancada ruralista, que não vislumbrava a destruição da natureza em troca de dinheiro, muito pelo contrário, previa uma convivência justa entre homens e meio ambiente, mesmo com toda distorção que era notória no código.

O então deputado e relator do projeto diz que as alterações do antigo código, ao longo do tempo, privilegiavam os ecologistas e prejudica os agricultores. Mas desde quando agricultor, ou mesmo pecuarista precisa desmatar e destruir os diversos mini ecossistemas existentes nas áreas antes protegidas,  para exercer suas atividades?

Em sinal de sua contribuição e afinco em prol da sociedade capitalista e seu total desapego das diretrizes de seu partido, além dos desserviços prestados para o meio ambiente a presidente Dilma, presenteou Aldo Rebelo com um cargo de ministro da República, hoje um dos mais importantes, pois sendo a pasta dos esportes e estando próximos a copa do mundo de futebol  e das olimpíadas, uma pasta que vai além de ter poder e visibilidade vai ter também, muitas verbas para serem “distribuídas”. 

No Brasil é assim, quem cumpre a lei vai preso, quem muda a lei, transformando crime ecológico em progresso, ganha o cargo de ministro, mesmo estando seu partido envolvido em denuncias de desvios de verba, corrupção e tudo mais o que vimos no episódio da queda do ex-ministro Orlando Silva. 


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