sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Você trocaria a sua Wi-Fi por uma Li-Fi?

Pois é pessoal, parece brincadeira, mas não é! De fato a vida útil da tecnologia que encantou e conectou o mundo está chegando a seu ponto limite. A explicação é simples, ou quase:

As redes sem fio atuais têm um problema: quanto mais popular, elas se tornam, mais lentas elas são. Nas áreas urbanas densas, a faixa dentro da qual os sinais de Wi-Fi são transmitidos é cada vez mais lotados, com ruído em sua maioria, de outros sinais principalmente de outros Wi-Fi. Além do mais, a física das ondas eletromagnéticas estabelece um limite superior para a largura de banda da tradicional Wi-Fi. A versão curta: você só pode transmitir tantos dados em uma determinada frequência. Quanto menor a frequência da onda, menos ele pode transmitir.


Se projetarmos o crescimento do interesse das pessoas em estarem o tempo todo conectadas, das empresas que querem vender invenções e inovações que dependem de sinal de internet e de corporações que dependem da velocidade e agilidade para desempenharem bem o papel ao qual se propõem no mercado, nos centros mais populosos o estrangulamento é uma questão de tempo, então não resta muito espaço para se criar mais e mais redes Wi-Fi sem que uma comece a interferir na outra.


Os pesquisadores da Universidade de Fudan, em Xangai acabaram de se tornar os mais recentes a demonstrar uma tecnologia que transmite dados em forma de luz em vez de ondas de rádio, o que resolveria o problema das redes congestionadas e poderia ser 10 vezes mais rápido do que o tradicional Wi-Fi gratuito.


Verdade, parece uma grande loucura ou um filme de ficção cientifica, mas é isso mesmo Li-Fi, a ideia é usar a luz que assim como as ondas de rádio, são ondas eletromagnéticas e podem transmitir sinal de dados ela  tem cerca de 100.000 vezes a frequência de um sinal Wi-Fi, e ninguém precisa de uma licença para fazer uma lâmpada. Tudo que você precisa é uma maneira de fazer o seu brilho piscar muito rapidamente e com precisão para que ele possa transmitir um sinal.




Obviamente que nesse projeto existe uma limitação, se você gosta de ficar no escurinho do seu quarto navegando na NET não vai ter sinal, o que significa dizer que se o receptor não estiver ao alcance da luz não consegue receber o sinal, outro inconveniente é que essa tecnologia não atravessa paredes como acontece hoje. O que é claro nas próximas versões da tecnologia esses já devem ter solução.



A parte legal é que a transmissão se dará por meio de lâmpadas de LED a comunicação se daria por meio de uma espécie de trepidação, a um ritmo aceleradíssimo (mais de mil milhões de vezes por segundo). Este tremeluzir é tão rápido que o olho humano não o consegue pressentir.

Devido às suas limitações, Li-Fi não vai acabar com outras redes sem fio. Mas pode complementá-las em áreas congestionadas, e pode substitui-las em lugares  onde os sinais de rádio precisam ser mantidos a um mínimo, para não ter perigo de interferências em outros equipamentos, como hospitais, ou em que eles não funcionam, como debaixo d'água.

Fonte :   Fudan University

Fotos meramente ilustrativas baixadas da internet. 


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