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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Petrobras está oficialmente em calote.

  
A Petrobras, que divulgou seu balanço não auditado do terceiro trimestre do ano passado sem as baixas contábeis relativas aos casos de corrupção, está sob pressão do fundo de investimento Aurelius Capital Management, um dos donos de títulos emitidos pela estatal nos Estados Unidos.

Em nota enviada ao GLOBO, Mark Brodsky, presidente do Aurelius, diz que a estatal brasileira não está seguindo as regras do International Accounting Standards Board (IASB, uma organização que determina normas internacionais de contabilidade). Segundo Mark, a emissão de títulos (bonds) nos EUA exige que os balanços divulgados pelas empresas estejam de acordo com as regras contábeis internacionais. Para o fundo abutre, um dos detentores de títulos da dívida da Argentina, a Petrobras está em calote.
A Petrobras disse, em notas explicativas de seu balanço, que encontrou ativos superavaliados em R$ 88,6 bilhões, o equivalente a 47% do total de ativos nos quais a empresa faz uma varredura.

O valor refere-se a 31 ativos dos 52 avaliados pela empresa. A escolha baseou nos ativos cujos contratos foram firmados entre a Petrobras e as empresas citadas na Operação Lava Jato entre 2004 e abril de 2012. Os demais 21 ativos tiveram seu valor justo superior ao imobilizado no montante de R$ 27,2 bilhões

Se a empresa não tivesse descartado a metodologia utilizada para chegar a esses valores, o saldo de ajustes negativos (R$ 88,6 bilhões) menos os ajustes positivos (R$ 27,2 bilhões) seria de R$ 61,4 bilhões menos do total de ativos imobilizados.

Isso significa que, se os ajustes tivessem sido aprovados pelo Conselho de Administração, a empresa incluiria esse valor como perda líquida de reavaliação de ativos no demonstrativo do resultado do terceiro trimestre.

Quer  dizer que, o lucro líquido de R$ 3 bilhões reportados pela empresa no período se tornaria um prejuízo líquido de R$ 57,2 bilhões. 


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