segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

BANESTADO, o argumento de impunidade dos Petistas procede?


Eu escuto e vejo o pessoal do PT usando o     ESCÂNDALO DO BANESTADO, como sendo um exemplo de impunidade e uma forma de justificativa, para que o PT possa se livrar com impunidade do ESCÂNDALO da Petrobras. Após serem pegos por desviarem 90 bilhões, até o momento, os petistas passaram a dizer que a lei e a justiça só funcionam contra eles, e que o escândalo Banestado não teve punição, nem condenação.

Eles usam ainda a condução do julgamento do Banestado como meio para atacarem o então juiz da 2ª Vara Federal Criminal de Curitiba, que é o mesmo juiz que conduz as investigações da OPERAÇÃO LAVA JATO, o maior esquema de corrupção da história, de toda a história do mundo, de um país democrático. Então sim o PT entra não só para a história do Brasil, mas para a história do mundo, como o pior exemplo de partido de todos os tempos.
Vamos relembrar o caso do Banestado de forma resumida, o que foi, quem eram os envolvidos, quanto desviou, e quem foi punido.



O QUE FOI?

Segundo a PF, era um grupo de doleiros que operava em diversas contas no Banestado em NY, de onde movimentavam dinheiro para outros bancos nos EUA. De lá, reenviariam a paraísos fiscais. Além de suspeita de lavagem dinheiro e ligações com o tráfico, o relatório da PF apontou o envolvimento de políticos e familiares de políticos no esquema.



QUEM ERAM OS ENVOLVIDOS?

Iam de doleiros como Alberto Youssef , passando por jogadores de futebol, parentes de funcionários do Banestado, chegando a políticos.
Alberto Youssef foi um dos principais doleiros envolvidos no "caso Banestado", com evasão fraudulenta milionária de divisas por contas CC5 na praça de Foz do Iguaçu na década de 90. Durante a investigação, descobriu-se que o doleiro controlava diversas contas no Brasil em nome de outras pessoas, que eram usadas para alimentar contas CC5.
Uma das principais contas estava em nome da empresa Proserv Assessoria Empresarial, que foi usada para depositar R$ 172.964.954,00 em contas CC5. A investigação também revelou que Youssef enviava boa parte do numerário para duas contas no exterior abertas na agência do Banestado em nome das off-shores Ranby International Corp. e June International Corp., com movimentação entre 1997 a 1998, a primeira de cerca US$ 163 milhões e a segunda de US$ 668,6 milhões. Com as contas no Brasil e as contas no exterior, Alberto Youssef operava no mercado de câmbio negro através das denominadas operações dólar cabo.
Quando o doleiro foi preso, foi encontrado com um cheque bancário nominal de R$ 150 mil ao ex-deputado federal falecido José Janene, também envolvido no caso do mensalão. Youssef firmou acordo de delação premiada e recebeu benefícios legais. Na prática, o acusado permaneceu cerca de um ano preso, progredindo em seguida para o regime aberto. O acordo também gerou a suspensão do trâmite de inquéritos e ações penais pelas quais Youssef respondia. A condição necessária para a manutenção do acordo consistia no afastamento do doleiro da prática de novos crimes, inclusive do mercado de câmbio negro. O que não teria acontecido de acordo com as investigações da Polícia Federal no caso da operação Lava Jato.
Então podemos concluir que tanto o PSDB quanto o PT já tinham as patinhas sujas por esquemas de corrupção desde então. E nem um nem o outro tem o direito de enganar o povo, com acusações trocadas para dizer que é menos corrupto do que o outro.

QUANTO FOI DESVIADO OFICIALMENTE?
De acordo com as investigações OFICIAIS da PF, de 1996 até 2000 26 bilhões de reais foram enviados para fora do país por meio de contas CC5. 



Moro, que já era na época especialista em ações sobre crimes financeiros, autorizou toda a investigação que levou à descoberta do rombo no Banestado. A Polícia Federal calcula que US$ 24,059 bilhões foram enviados para fora do País por meio de contas de residentes no exterior (contas CC5), no período de abril de 1996 e janeiro de 2000. Daquele total, US$ 5,68 bilhões teriam sido remetidos ao exterior através de contas CC5 mantidas no Banestado "por meios fraudulentos". A investigação revelou que R$ 2,44 bilhões foram depositados, entre 1996 e 1997, em contas CC5, com posterior envio ao exterior, através de 91 contas correntes comuns, "abertas em nome de pessoas sem capacidade econômica, os laranjas". A maioria das contas laranjas foi aberta em agências do Banestado em Foz do Iguaçu (PR). Moro concluiu que houve "burlas do sistema de controle instituído pelo Banco Central". "A fraude era conhecida por gerentes e diretores da instituição financeira", assinalou.


HOUVE PUNIÇÃO? QUEM FORAM OS PUNIDOS?
A condução do processo foi feita pelo juiz da 2ª Vara Federal Criminal de Curitiba, Sérgio Fernando Moro. Em 2004, o juiz condenou 14 agentes envolvidos no esquema por crimes de gestão fraudulenta e de formação de quadrilha. Amargaram a condenação os diretores Aldo de Almeida Júnior, Gabriel Nunes Pires Neto e Oswaldo Rodrigues Batata; os assessores da diretoria Alaor Alvim Pereira e José Luiz Boldrini; o superintendente regional de Cascavel, Milton Pires Martins; os gerentes do Banestado em Foz do Iguaçu Carlos Donizeti Spricido, Clozimar Nava, Benedito Barbosa Neto, Rogério Luiz Angelotti, Alcenir Brandt, Altair Fortunato e Onorino Rafagnin; e ainda o assistente de gerente Valderi Werle.
Posteriormente o STF confirmou a sentença do Juiz, mantendo a mesma.


Por que os políticos envolvidos, ou supostamente envolvidos no escândalo não foram presos? 



Surgiram os nomes de José Serra (PSDB), Jorge Bornhausen (PFL), Paulo Konder Bornhausen e Wigberto Tartuce como movimentadores de contras internacionais e sendo do núcleo político. Porém uma briga sobre a jurisdição e a competência de investigação e julgamento dos acusados que teriam foro privilegiado, acabaram enterrando o caso e as investigações. Um grande erro que o Juiz Sérgio Fernando Moro parece não querer cometer agora, ele já separou em núcleos o escândalo e só após todas as apurações vai passar o núcleo político com foro privilegiado para o STF, os demais serão julgados em instancias menores na OPERAÇÃO LAVA JATO.  

9 comentários:

  1. Interessante: O Sujeito diz que o PT tinha as patinhas nesse escândalo, mas não consegue citar o nome de um único petista! Seria realmente interessante se em um escândalo que serviu basicamente para enviar para fora a propina dos tucanos na privataria (a bagatela de 124 Bilhões- ou 96 memsalões), como disse, seria realmente interessante, SEM CARGOS NO EXECUTIVO o PT conseguisse meter a mão na propina alheia (do PSDB). O sujeito é tão mentiroso que vive repetindo como papagaio a mentira da veja de que o mensalão e o escândalo da Petrobrás são os maiores escândalos da república. Ou é mentiroso compulsivo ou não sabe fazer contas. O mensalão Petista foi menos de 70 milhões o Banestado foi 125 BILHÕES. Façam agora a conta! Com uma diferença mo mensalão petista todos foram julgados e condenados, no mensalão do PSDB (mais antigo) não tem uma única condenação e dois envolvidos já saíram livres pela prescrição, um dos quais o operador da campanha do Azeredo (peça chave para uma possível delação premiada, agora frustrada) pois o STF sentou em cima do processo e prescreveu. No Banestado, nem se fala, apesar de notícias do envolvimento do Serra, o juiz Moro, "incorruptível" , só condenou arraias miúdas, meros gerentes, como o sujeito informa acima.

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    1. 124 bilhões? de onde você retirou essa soma? Do vermelho org?

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    2. É só ler a Privataria Tucana do Amaury Jr, livro com farta documentação e que muito embora tenha passado meses entre os mais vendidos inclusive com edição esgotada por compras antecipadas antes do lançamento, e no entanto ignorado solenemente na lista dos mais vendido da revista veja, que só o fez após observação jocosa sobre tal omissão, publicada em veículo de mídia concorrente.

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    3. Não amigo, não foi no Vermelho org. Eu não combato argumentos da direita com fontes de jornais da esquerda. Para pessoas de direita sempre apresento dados retirados das próprias publicações de direita. No caso da cifra de 124 BILHÕES, eu retirei do Estadão, é só ir lá: http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,pf-ja-recuperou-us-10-bilhoes-do-caso-banestado,391943
      Mas como vc só deve ler a Veja e assistir a Globo, que vivem dizendo que o mensalão do PT e o da Petrobrás foram os maiores escândalos de corrupção do Brasil, é claro que vc nunca iria saber desses números.
      E para sua surpresa, o mensalão do PT e o escândalo da Petrobrás não estão nem entre o segundo e terceiro lugares, pois essa "honrosa" posição ainda pertence ao PSDB com o escândalo MONSTRO, do Banco Nacional ( da nora de FHC), que muito embora ter assinar todos os balanços fraudulentos do Banco foi EXCLUIDA das investigações pela Justiça em plena época do governo FHC. Se está surpreso, bote no Google "Engavetador Geral da República" ou Geraldo Brideiro, que era o nome do Procurador Geral da República, indicado por 03 vezes por VHC para a recondução ao cargo, após expirar o mandato desse Procurador.

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    4. Digo: Indicado por 03 vezes por FHC ....

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    5. Realmente não vi onde as patinhas sujas do PT entraram nesse esquema.
      Só fiquei com a pulga atrás da orelha com esse valor de 124 bilhões sendo que em vários sites eu vi 24 bilhões.

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  2. E nada tem a ver a impunidade do Banestado com discussão sobre jurisdição. O problema é que o juiz Moro, curiosamente, tem a estranha mania de declarar-se competente quando não é. Tempos atrás declarou-se suspeito por foro íntimo de julgar um processo por ter homologado a delação premiada do doleiro Youself mas milagrosamente, ao ver acusações ao PT em processo com base na delação do mesmo doleiro, MILAGROSAMENTE esqueceu que tinha se declarado suspeito e atualmente funciona com intrigante DESENVOLTURA em um processo com base a delação premiada do mesmo doleiro quê o juiz a anteriormente já houvera reconhecido DE PROPRIA PENA, que não teria isenção de julgar um processo, onde a delação premiada homologada POR ELE MESMO, poderia sofrer impugnações dos outros réus, impugnações, que deveriam ser julgadas adivinhem por quem? Ganha um doce quem acertar.

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    1. Pode provar o que está falando? Até aqui você cita fatos que nunca ouvi ninguém comentar, presumo que tenha acessoa informação privilegiada, passe a informação, torne-a publica.

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