sábado, 27 de agosto de 2016

Você sabe o que é a Estratégia das Tesouras? Não? Então saiba!

Você sabe o que é a estratégia das Tesouras? Não?  Você nunca reparou que o PT culpa o PSDB por tudo de errado que acontece no cenário político, econômico e social a qualquer tempo? E o PSDB por sua vez faz a mesma coisa?  Porém, se submetidos a uma análise fria, um estudo histórico dos membros dos partidos e das suas ligações ideológicas e militantes chegaremos a vários denominadores comuns, coisas como FHC e Lula nos enfrentamentos as forças militares como revolucionários, Aécio se deliciando em jantar em honra a Fidel Castro, o apelo ao socialismo, a defesa dos pobres, oprimidos, desfavorecidos, e minorias de toda ordem, além de todo o mi mi mi que usam as esquerdas brasileiras.

De todas essas estratégias de dominação social visando o poder,  talvez a mais perversa delas seja justamente a Estratégia das Tesouras.

Mas do que é que se trata essa brilhante estratégia?

A  Estratégia das Tesouras é baseada na dialética de Hegel e  Marx,  aprimorada posteriormente por Lênin e por  Gramsci. Essa estratégia faz da política e do poder estatal garantido por meio do voto popular um tabuleiro de jogos e cria em jogadores com contradições entre si, não somente no plano teórico, mas no de ação também, e nas práticas políticas, isso visando apenas  se atingir um objetivo que no caso é a conquista do poder, e a criação de uma perpetuação, de um plano para se manter nele, mas caso esse poder seja perdido, sempre cairá no colo do outro jogador que seria rival, mas que na pratica, por trás das cortinas são a base da mesma ideia, fazem parte do mesmo grupo de beneficiários políticos.

Lênin sempre falou e praticou esta política que consistia em ter dois partidos comunistas sempre dominando o cenário político, midiático, econômico e social do país, um com viés autoritário/estatal, por exemplo, e o outro ou com viés mais ameno ou democrático/apaziguador. O líder comunista Josef Stalin, que governou a União Soviética de 1920 até a sua morte em 1953 continuou a prática, Stalin basicamente era a outra face da tesoura de Lenin. Vale lembrara como ele Stalin chegou ao poder, no andamento da Primeira Guerra Mundial ele retorna a Russia com dinheiro Alemão, algo em torno de 10 milhões de dólares, para criar uma revolução interna e retirar a Russia da Primeira Guerra, assim facilitaria a vitória da Alemanha além de abrir caminho para a sua própria dominação da Russia, comento isso para que os leitores possam fazer juízo de valor e de caráter a respeito de Lênin.

A Estratégia das Tesouras consiste em um “dividionismo”, onde a briga, ou teatro, discorrem apenas entre dois lados, ou dois partidos, um de esquerda e o outro também, mas esse segundo partido sempre será chamado pelo primeiro de direita, de forma a demonizar a direita, a ponto de restringir o espetro político e ideológico no âmbito da esquerda, o que de fato chegou a ocorrer  no Brasil, assim polarizando o eleitorado, mas dentro de um entendimento único, que seria o da esquerda, atendendo os interesses da esquerda. Dessa forma domina-se o debate político se restringe a ideias de esquerda e condena os de oposição tais como liberais ou conservadores a coadjuvantes, ou mesmo ao encerramento da atividade desses partidos, por falta de público que se alinhe ideologicamente com eles, uma vez que os dois partidos protagonistas vão dominar a educação, a cultura e as artes da sociedade. Essa briga acaba por enganar o eleitor a tal ponto, que ele de fato acredita estar havendo uma real disputa política, que a escolha dele a um partido ou candidato é soberana e livre, e que a escolha de um ou de outro pode afetar o resultado do seu futuro ou os rumos daquela nação. Ledo engano.

Um bom exemplo disso é o Brasil, onde boa parte do eleitorado acredita fazer parte de um partido de direita, que supostamente defenderia a ideia do liberalismo, no caso o PSDB, na realidade não fazem parte de um partido de direita e sim apenas mais um partido de esquerda, socialista.  Esses partidos ocupam os espaços ideológicos da direita, mas as práticas são as mesmas uns dos outros. Vale se atentar que ambos defendem inúmeras bandeiras ou causas semelhantes, para não dizer exatamente iguais, os dois partidos ao chegarem ao poder não atacam alguns problemas estruturais da sociedade, mantendo monopólios e oligarquias que são os que investem dinheiro nas campanhas de ambos, podemos citar empresas de telefonia, empresas ligadas ao setor de petróleo e gás, bancos e todo tipo de empresa que tem seguimento de mercado restrito a concessão pública.

No Brasil essa estratégia é nítida, ela é desenvolvida com maestria por PSDB e PT, com a ajuda de partidos de apoio como DEM e PP de um lado e PC do B, PSB, PSOL, REDE, PDT do outro.
Todos esses partidos quando em campanha eleitoral ou em dificuldade com relação a popularidade de seus mandatos, elegem inimigos  comuns, inimigos criados no inconsciente popular nas escolas que manipula a capacidade de percepção das pessoas, alienando-as e doutrinando-as, inimigos  tais como o mercado, os banqueiros, o grande capital, a classe média, a mídia, o neoliberalismo entre outros tantos, todos esses sendo entes despersonalizados contra os quais efetivamente não se pode fazer nada, pois se tratam de entes que fazem parte de um aparelhamento do estado,  do mercado e do poder.


Então antes de falar de política, saiba o que é o espectro político que se divide em dois lados, direita e esquerda e em dois graus, liberdade e tirania segundo a compreensão de cada lado do que sejam liberdade e tirania, mais do que isso saiba que a direta só se divide em 2 vertentes de ideia, LIBERAIS e CONSERVADORES, já a esquerda em muitas, e todas as que dão errado eles tentam jogar para a direita para depois criticarem as própria ideias que não deram certo, isso vale para o comunismo, nazismo, fascismo, chavismo, bolivarianismo. O conselho é sempre antes de escolher algum lado se entenda minimamente todos os lados e que se saiba identificar os socialistas desonestos que vão para o liberalismo ou até mesmo para o conservadorismo apenas para angariar votos e serem eleitos, porém mesmo que eleitos pela direita continuam a lutar pelo progresso da revolução, chamados de progressistas, esse é o pior tipo de caráter político do espectro.  

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