domingo, 18 de setembro de 2016

Um olhar rápido do ponto de vista liberal para a Economia Brasileira.

Em 2016 A liberdade Econômica em pontuação do Brasil foi de 56,5, no mundo o país despencou mais um ponto, e agora ocupa a posição 122, e é considerado um país não liberal, ou seja ruim e de alto risco para investimentos de longo prazo, ideal para o capital especulativo ( algo como uma agiotagem).

Isso implica em dificuldades enormes na capitação de recursos, no desenvolvimento de novos projetos que geram emprego e renda, além de forçar a produção intelectual que está em franca decadência desde o início do segundo governo Lula e não se recuperou até hoje, para baixo. A cada dia os postos de empregos ligados a tecnologia estão, ou desaparecendo, ou sendo ocupados por pessoas vinda de fora do país.

Com relação a essa analise o nosso PRESIDENTO Michel Temer disse que isso é bobagem, que essa coisa de liberdade de mercado e estado mínimo é uma grande bobagem. Não satisfeito com isso o PRESIDENTO anunciou um projeto de concessão no setor de infraestrutura do país. Isso seria uma ótima notícia, não fosse o projeto elaborado com 80% de investimento público, do tesouro nacional e do BNDES, ou seja, do bolso de quem pag impostos, funciona a grosso modo exatamente como as privatizações de FHC e as concessões de Lula e Dilma, uma forma de expansão artificial de credito para abrir espaço no caixa do governo que ao invés de economizar vai ampliar os gastos em 2017, basicamente o projeto é uma incubadora de crise a longo prazo, uma vez que a euforia do mercado acabe e os 20% de dinheiro do mercado sejam retirados em forma de apuração de lucros e dividendos isso vai pesar no caixa do governo, pressionando o aumento de impostos para manter a grande e pesada maquina publica, o que dará início a outro período de desaquecimento, desemprego que culmina em crise, só que dessa vez com menos lastro de capital e menos potencial de cobrança de impostos para recuperação, como vem acontecendo a cada crise que o país passa.


Nas Américas do Sul e Central ocupamos apenas a posição de número 22 no ranking de liberdade da Heritage, começamos a ter algum destaque na relação de comercio internacional, onde a classificação é de comercio “ mais ou menos” livre, mas as pesadas taxas e impostos ainda são um grande problema para a evolução do país nesse seguimento.  

A exportação resume-se a commodities, agrícolas e minerais que estão em queda no mercado mundial devido a retração da economia chinesa e o crescimento lento da economia americana, além da falta de acordos de comercio com os demais países consumidores e blocos econômicos do mundo, hoje o Brasil está fora dos grandes balcões de mercado do mundo, o fato de não agregar valor industrial e de manufatura nas commodities faz com que o mercado brasileiro sinta de forma muito direta a crise mundial no mercado das commodities.


A maior preocupação dos investidores internacionais hoje, ontem e sempre, e o motivo deles só investirem se for para ganharem muito e isso significa altas taxas de juros,  são a corrupção, a gestão ruim das Finanças Públicas e a eficiência na Regulação, tornando o mercado cada vez mais burocrático e desinteressante para o capital estrangeiro, ou seja, a falta de liberdade associado a cobrança de muitas taxas, encargos, e impostos que não são revertidos para a população, ou em benefício da facilitação de expansão do mercado e que se perdem em esquemas de corrupção em obras públicas populistas que geralmente não são acabadas, ou saem muito do prazo e desaquece o mercado e a expectativa que criaram tornam a nossa economia basicamente de especulação.


O ambiente regulatório onera e dificulta a transformação econômica necessária, enfraquece realização do pleno potencial da economia e do aumento real do tamanho do mercado brasileiro, além disso o crescimento da dívida pública e maiores custos de serviço da dívida mantém a pressão fiscal elevada, criando assim cada vez mais a necessidade do aumento da carga tributária e a manutenção dos impostos que deveriam ser transitórios, passando a definitivos, afastando o crescimento do setor privado. E isso impacta diretamente na criação de postos de trabalho.


O país vive um verdadeiro paradoxo fiscal, quer crescer e gerar emprego, por não ter dinheiro para fazê-lo ao invés de economizar aumenta a carga tributária, que por sua vez gera desemprego e recessão, onde o remédio do governo vem na forma de mais oneração ao mercado e não na forma de poupança e economia com os gastos públicos. 

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